O fim para um começo
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Nos jornais e notícias diárias, todo mundo lê e ouve muito sobre a morte…mas ninguém fala dela.Falar de morte é errado, quase um crime. Todo mundo sabe que ela existe, mas ninguém lembra dela para viver.

Vivemos como se tudo fosse pra sempre, as pessoas queridas, os momentos felizes. A questão não é essa. O fato é que, na maioria das vezes, vivemos como ignorantes como se tudo fosse durar.

Vc já pensou quantas vezes leva a vida a sério, e quantas vezes faz isso por dia?

Quanto tempo levamos pensando no que faremos daqui 5 anos, mas não combinamos um jantar entre amigos….. esta noite.

É importantíssimo fazer planos, mas os melhores podem ser feitos hoje.
A maior virtude do ser humano é levar a vida como se fosse uma brincadeira.
E tudo afinal é uma brincadeira. A faculdade, o trabalho, a vida pessoal.
Você acorda e vai brincar.

Tem o seu dinheiro, a sua mesa, o seu computador. Mas e daí?
Você nem dá bom dia ao seu irmão, afinal você tem que arrumar a sua cama e checar os seus 47 e-mails que chegaram na sua caixa de entrada.

Você acorda todos os dias e lembra daquela pessoa que você gosta.
Mas claro, ela nunca vai saber disso. Ou então, ela que descubra….afinal, você não vai contar. Mas quem vai contar pra você? Há alguém que se importa mais com a sua vida que você mesmo?

E você também tem medo de investir em um relacionamento. E se não der certo?
Eu vivo me perguntando o que é “não dar certo”. Ou melhor, o que é “dar certo”?
Dar certo é casar e ter filhos? Mas e os casais que viveram durante 10 anos e depois se divorciam, também não deram certo?
Dar certo é estar junto até os 100 anos?

Isso não é dar certo.
Dar certo, é ser feliz enquanto você está com a pessoa. Não importa se 1 dia, 4 meses ou 30 anos.
E a vida…..pode ser uma brincadeira muito mais interessante ser for mais ‘pessoa’ e menos ‘coisa’.
Se você lembrar que tratar bem as pessoas é bem melhor que mostrar a elas o que você sabe fazer de bom.

A vida é uma boa se você pensar nela como um caminho e não como uma meta.
Que a vida é muito frágil, e já dizia Nando Reis …. ela é uma bobagem, uma irrelevância.
Então por quê levá-la tão a sério?
Esse é um velho chavão, frase-feita, clichê: Não levar a vida a sério.
Mas qual é a importância dos clichês, se o conteúdo deles é deixado de lado.
Pensar sobre a morte, é fazer com que esse pensamento seja focado para a vida.
Ao se dar conta que a vida é passageira, se tem uma visão clara sobre a preciosidade de viver.
E a essência de tudo é que viver o presente, é o melhor dos princípios. Sem preocupação.

Ficar em paz.
Paz.

Olhar o mundo, sem a penumbra e os receios.

Saber que tudo tem sua hora, e que se às vezes, o que você muito quer, não está acontecendo neste momento, você não precisa necessariamente se imaginar feliz, e completamente realizada, só lá no futuro.

Porque o futuro…não se sabe.

E hoje, o dia te espera… com toda a sua energia.

Talvez por isso, o presente seja a melhor escolha.

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5 comentários sobre “

  1. Conversamos justamente sobre isso… ql é o problema de não dar certo?? ter a consciência que vc fez o melhor importa mais do que o resultado!!!Mto sábia essa minha amiga ternura!!!Bjaooo mor

  2. Meu olho está ardendo de tanto ficar em frente ao computador no trabalho… hoje de manhã, conversando com o namorado, ficamos falando em achar o equilíbrio. Porque existem aqueles que falam que não quer trabalhar muito, só querem aproveitar a vida. E existem aqueles que não querem chegar aos 50 e depender no INSS. Precisa-se do meio termo. Também não adianta aproveitar o presente, não fazer planos e.. passar a vida inteira no mesmo lugar!1Claraa também quero suas visitas no meu blog!!Um beijão

  3. meu tgi é sobre a morte.na verdade um vídeo documentário sobre como as crianças entendem a morte.E em tudo que tenho lido, para realziar o trabalho, a morte há muito tempo, pelo menos um século foi banida da convivência do homem, não se fala sobre ela, não se presta atenção nela.Mesmo que nos jornais, ou na esquina encaremos ela todos os dias. Parou-se de refletir sobre a nossa finitude. Somos eternos, vivemos ao léu de um plano mais estruturado e quando o destino final chega, quase sempre sem avisar, percebemos que não vivemos a metade do que gostaríamos.

  4. A morte nos notíciarios tornou-se banal. Jantamos vendo pessoas morrendo nas guerras do narcotrafico brasileiro ou nas disputas de petróleo no oriente médio e continuamos comendo. Nada mais abala.Nessa semana assisti <>Hotel Ruanda<> e <>Diamante de Sangue<> e as personagens jornalistas falam bem disso. Não temos mais reação.

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