Quando falam de amor
Todo mundo fala de amor.
Sempre há uma história pra contar.
Um final feliz ou um “não” colecionado.

Falar de amor em um mundo como esse, é meloso, é brega, é quase raro.
Lembro uma vez que minha mãe falou de amor. Ou melhor, da falta dele.

Em como ele anda perdido por aí, em como ele faz de tudo para não aparecer e não incomodar muito também.
E falar que todo o tipo de amor envolve respeito, consideração e amizade já ficou chato. É falar o que todo mundo sabe, o que está nas letras de música e em textos poéticos da internet. É o amor que está em tudo, mas ninguém vê.

Quando minha mãe falou de amor, ela não falou só dos beijos dos namorados e do compromisso dos noivos e casados. Ela falou de todo esse amor que envolve qualquer relação que tenha as pessoas queridas nos momentos mais interessantes da sua vida.

Quando ela disse amor, ela falou diferente.

Ela falou como se ele se bastasse.
Ela pensou em um amor natural.
Um amor que não espera.
Espontâneo.

Quando minha mãe falou de amor, eu pensei em como imaginamos o rídiculo amor. Aquele de regras e de reações prontas. Aquele combinado e que está dividido nos capítulos de um manual.

Sentir amor não é viver para isso.
E também não é morrer.
Sentir o amor, é ser tudo o que ele significa em todos os momentos, ou ao menos, em todos aqueles que você puder demonstrá-lo em uma ação.
E não acho que falte amor porque as pessoas estão mais individualistas, mesmo porque há aquelas que nem se preocupam consigo mesmo.
Falta amor porque as pessoas não o sentem.
Falar de erotismo, de sexo e de atração é fácil. Está na capa da revista desse mês, você viu?

Lá estão as roupas, as poses, as sacadas e as melhores cantadas. Todos os passos, um a um.
E a página do amor? Essa eu não vi.
Nas propagandas da tv, nos chats e no orkut. Belas fotos. Óculos e praia.
Lá, também não está o amor.
Há curtição, há bons momentos, há prazeres de curto prazo.
Mas então por quê as pessoas estão sempre procurando algo a mais? Que deveria ser o mínimo.
Todo mundo procura um amor.
Na época dos relacionamentos da minha mãe, falava-se e sabia-se muito de amor e pouco de sexo.
Hoje, sabe-se de tudo, menos do amor.
É um quase desconhecido.
Falam de técnicas, de baladas, do beijo e da pegada perfeita.
Mas quando falam de amor, é só banalidade.
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4 comentários sobre “

  1. “Sentir amor não é viver para isso. E também não é morrer.” (Vanali, 2008) Não da nem p/ comentar Clarinha..

  2. Que coisa mais linda! E é exatamente como vc diz Clarinha, não há regras… “por ser amor, invade e fim”. Eu AMO vc!!!Um bjinho

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