O dia da graduação

Semana passada foi um período muito interessante na minha vida.
Dias de festas pela colação de grau. Reproduzo aqui o meu discurso lido no dia da festa da graduação. Está editado, com algumas partes que são essenciais para guardar, lá vai:

Vou contar uma historinha pra vocês.
No meu primeiro dia de aula no Mackenzie eu estava morrendo de medo. Fazia uma semana que tinha deixado a minha vida em Araçatuba para começar a faculdade jornalismo em São Paulo.
Assim que eu cheguei na porta da faculdade, dois veteranos me pintaram, me levaram ao famoso trote e me fizeram perder o primeiro dia de aula.
E então eu pensei – “Puxa, comecei bem, perdi o primeiro dia de aula”

Bom, no dia seguinte eu perguntei pro pessoal da sala – E aí como foi?
E então eles me contaram que no primeiro dia, a professora falou sobre a profissão do jornalista. De acordo com ela era melhor os alunos pensarem bem antes de continuarem a faculdade, porque jornalista era aquele que trabalhava muito, ganhava mal e não tinha vida pessoal.

Ainda bem que eu faltei a essa aula, ainda bem que eu fiquei no trote.

Eu contei essa história porque a profissão de jornalista realmente não é fácil, essa discussão vem à tona em vários momentos e nós sabemos que é difícil. Muito stress, muita correria, pressão e muita emoção também. Não há ninguém de nós aqui que já não tenha se questionado se estava ou não no caminho certo.

Mas puxa, afinal por quê então ser jornalista? Tem que haver uma resposta!

Nós estamos aqui hoje porque fazer jornalismo é ter o prazer de aprender algo em qualquer área. De jogos de vídeo-game até novas curas da medicina.
Ser jornalista é viver de boas histórias. É conhecer pessoas, ouvir muito e às vezes não falar nada. Ser jornalista é ter coração, é ser subjetivo e muitas vezes parcial.
É trabalhar com a intuição e com os sentimentos das pessoas dia e noite.

A profissão vai nos exigir muita garra, coragem e humildade. E eu tenho certeza – nós iremos conseguir.

A faculdade é um encontro de sonhos. Daqui pra frente ninguém sabe como vai ser. Uns vão trabalhar na área, outros vão utilizar esses conhecimentos para seguir uma nova carreira.
Alguns irão viajar pelo mundo, outros voltar para casa no interior.

E mesmo que nem todo mundo se encontre por aí, eu sei de algo que vai nos unir para sempre, pra sempre mesmo – a vontade de sermos felizes!

Isso não tem jeito. No final, todo mundo quer a mesma coisa.
E é por isso que quero de todo o coração queridos, que nós todos sejamos felizes, independente de qualquer coisa.

Parabéns e muito obrigada!

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