Hermann e a paciência

Quando eu terminei de ler Sidarta, fiquei imaginando porque as pessoas diziam que o livro
mudava a vida de quem lê. Há muitas mensagens no texto de Hermann Hesse, mas para mim o que ficou foi a paciência.
Sidarta não mudou a minha vida mas me falou sobre a paciência.
Essa é uma palavra importante.
A paciência da qual o autor fala não é para evitar gritaria ou brigas. É para sustentar a espera.
Há fases da vida em que tudo acontece ao mesmo tempo. Neste momento, podemos escolher, duvidar, brincar com o tempo, dar risada dos acontecimentos, suspirar com as oportunidades.
Depois dessa fase, vem uma outra em que tudo se aquieta e se acalma. Isso para pausar afobação, a euforia. Dois processos naturais. Após um, vem o outro.
O fato é que muitas vezes a fase quieta, em que tudo está encaixado traz uma inquietude escondida. Uma vontade de ir além, de passar a fase e pular para outra. Ela traz dúvidas e aflições que martelam o tempo todo…tu,tu,tu,tu,tu. Mas não é hora disso. A hora é de esperar. A hora é de Sidarta.
A paciência é uma virtude e já disseram isso tantas vezes. Ela não só é virtude como é remédio, calmante, sustento. Há momentos de agir, há momentos de esperar. É assim que funciona.
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