O lado escuro do arco-íris

No domingo (14/6/09) a Parada Gay em São Paulo reuniu 3,5 milhões de pessoas na Avenida Paulista. A festa estava animada: música, trio elétrico, bexigas e cores. Ouvi todo o repertório do meu apartamento, localizado quase ao lado da avenida. A música começou de manhã, e não parou até às 19h.

Animei e resolvi descer.
Subindo a minha rua, deparei com várias pessoas no sentido contrário. Muita gente. Continuei subindo.
No meio do caminho, doze pessoas encostadas na parede de um prédio urinavam na calçada. Na calçadas não pingos, mas poças de urina se formaram. Subi mais um pouco e cheguei até o burburinho. Na multidão empurra-empurra, pessoas caindo, brigas.

Hoje li no jornal que o Kassab está pensando em proibir a Parada na avenida Paulista. Este ano ela foi regada à bagunça traiçoeira, a roubos e vandalismos.
A Avenida Paulista comporta uma festa desta?
A edição deste ano fez a prefeitura cogitar em tirar toda e qualquer festa de grande porte do local.
Eu concordo. Sou a favor das paradas gays, das greves e das manifestações.
Mas é revoltante quando há greves na avenida que prejudicam o trânsito da cidade e o acesso ao transporte público pelos cidadãos.
No caso da parada, é também para se pensar. Será que o déficit não foi maior que a festa?

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