O jornal do futuro

No último fim de semana recebi o Estadão na porta de casa, como acontece há 4 anos. Peguei o jornal em mãos e fiquei pensando em como estaria a Folha de São Paulo, já que há semanas o veículo dizia que faria uma modificação para se transformar no jornal do futuro.

Eu gosto de jornal impresso. Poderia ficar um dia todo lendo jornal e separando as matérias mais interessantes. Há pouco mais de dois meses o Estadão fez uma reforma que me deixou muito satisfeita. Já gostava muito dele mas passei a gostar ainda mais. Eles mudaram o projeto gráfico e deixaram o projeto editorial ainda melhor. Sem mais confetes, vamos em frente.

Fiquei com o pé atrás quando soube da reforma da Folha. O que poderia ser tão diferente do que o Estadão já tinha feito?

Fui nas bancas comprar a Folha. Mudaram a fonte da capa, dos artigos, das manchetes, abriram espaço para uma discussão maior dos temas e trouxeram um caderno especial para explicar todas as mudanças. Tudo muito legal mas nada que o Estadão já não tivesse feito (e melhor).

A Folha é um ótimo jornal. As pautas fogem do senso comum, são bem apuradas, didáticas e  se destacam. A revista Serafina, que vem com a jornal uma vez por mês é sempre muito boa, aborda assuntos diferentes, trabalha bem com pautas frias e é irresistível para colecionar.

Mas..

Já que estamos falando de reforma, a Folha ficou para trás. O Estadão, como seu principal concorrente, saiu na frente, fez antes as mudanças e trouxe muito mais movimento e repercussão que a Folha (que por semanas anunciava um novo jornal).

Ossos do ofício, acasos do jogo. Mas em um mundo em que pouco se sabe do futuro dos jornais, ou se é de fato o jornal do futuro ou sai na frente com uma excelente reforma. Se não fizer nada disso e apresentar o mesmo de sempre, não surpreende.

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5 comentários sobre “O jornal do futuro

  1. Acho que a Folha assumiu que o Jornal do Futuro está na Internet e por conta disso resolveu fazer umas matérias tão superficiais quanto é feito nos portais de notícia. Optou pela opinião em lugar da análise e adotou uma linha mais popular de temas e palavreado. Tem feito umas coisas “literárias” medonhas.
    E o pior é que eu continuo lendo a Folha.

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