Copa do Mundo

Copa do Mundo lá em casa era regada a pinhão e a jogo de peteca verde e amarela na rua.

A TV não era LCD, de plasma ou plana. Era de botão.

Ao lado da sala, um jardim de inverno trazia o friozinho do mês de junho que já aconchegava Araçatuba. Meu pai comentava o campeonato enquanto eu decorava os nomes do jogadores. Mamãe trazia pipoca, guaraná e alguns palpites. Minhas irmãs ajudavam com as cornetas.

Galvão já era polêmico, mas não recebia vaias no twitter. Bebeto era bom, Romário era o cara, Dunga não era treinador e África do Sul sequer sonhava com Copa.

Meu cachorro latia no quintal com os barulhos dos fogos e a graça era alternar a Globo com a Bandeirantes só para ver qual emissora dava mais sorte.

Em dia de vitória, saíamos de carro com bandeirinhas para fora e nos juntávamos a todos na principal avenida na cidade. Em caso de derrota, peteca na rua e mais uma rodada de pinhão até escurecer.

Anúncios

2 comentários sobre “Copa do Mundo

  1. Luís Martins, o mais famoso, brilhante e lido cronista do ‘Estadão’ até meados dos anos 70, escrevia diariamente um texto de 12 linhas. Sempre 12 linhas. Na página deste blog, você brilha em onze. Luís, meu amigo, partiu num acidente de carro no Rio de Janeiro, ainda naquela década.
    Começo a crer em reencarnação.
    Beijos!

  2. Me lembro de estar no pré em 94, e tinha de desenhar as bandeiras de todas as 24 seleções participantes. Foi uma boa época, com certeza.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s