menos.


Esses dias, em um dos almoços lá do trabalho, falamos sobre algo que não o frio, o calor, o trânsito e a falta de tempo. O assunto foi os surdos e sua forma de comunicação em libras. Não me lembro exatamente por que isso começou, mas o papo tomou um sentido tão bom que estendemos a pausa na mesa por mais tempo.

Uma das amigas, que conhece bem a linguagem de sinais, comentou sobre quão sucintos são os surdos quando querem dizer.
Sucintos, mas completos.

Se você diz a eles que colocou um copo na mesa, mas não desenha a mesa com as suas mãos, o copo simplesmente cai no chão.

Se eles se atrasam para um encontro, não vão explicar por 10 minutos os motivos que os levaram a não chegar no horário. Irão apenas falar: – desculpe-me, não consegui estar aqui mais cedo.

– E como eles demonstram que sentem amor por uma pessoa? – perguntei a ela.

– Fácil. Eles fazem um espécie de “c” com as mãos e o apertam bem na altura do coração.

Suficiente. Poderia ser assim com todos nós.
A gente fala demais.

A foto é daqui.

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3 comentários sobre “menos.

  1. “Suficiente. Poderia ser assim com todos nós.
    A gente fala demais”

    De repente, você fecha o texto como Camões fechava os sonetos.

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