são paulo, eu te amo.


esta fase da minha vida chama-se: são paulo.
e eu escolhi colocar aí em cima a música whiter shade of pale porque tem uma introdução que eu adoro, que é romântica, piegas e tudo mais que a gente gosta de ouvir. e porque ela faz parte do filme contos de nova york que eu assisti há duas semanas, antes de voltar – após as férias de fim de ano – aqui para a capital. de certa forma, ficou em mim.
é amor mesmo, não tem jeito.

e como é possível amar um lugar tão cinzento e cheio de gente, de carros e prédios? eu não consigo mais me imaginar sem isso aqui. é grave, doutor? às vezes me acho chata por achar chato quem diz que é chato morar aqui.
hoje à tarde andando pelas ruas, atravessei a avenida correndo. e nem era preciso – o sinal estava verde para mim – mas esta cidade é tão bonita do jeito dela que eu quis correr só para ver como era atravessar olhando os carros parados, que estavam em movimento apenas para mim. e o fim do dia ainda tem céu iluminado com luzes de automóveis recém acesas. eu gosto. se voltasse no tempo, teria me mudado exatamente para cá. é paixão das brabas.

se você também se apega como eu, vá viver um pouco do amor que a cidade está, de forma encantadora, oferecendo este mês. vou dar algumas dicas.
primeiro, siga até ao cinema reserva cultural e assista medianeiras – amor na era virtual.


Depois vá até ao teatro folha e veja a peça de teatro eu te amo.

por fim, quando já estiver apaixonado, compre na livraria cultura o dvd hanami- cerejeiras em flor.  você vai chorar bastante, mas ele fará bem a sua alma.


são paulo te oferece amor. e esta é a melhor fase para se apaixonar por ela.

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5 comentários sobre “são paulo, eu te amo.

  1. Gostei muito de Medianeras, excelente filme! Um dos melhores que vi em 2011! Pra quem, como eu, gosta de Buenos Aires, é um prato cheio!

  2. Sinto que me sentiria exatamente assim se estivesse em seu lugar… Já passei alguns dias com amigos na cidade e vi alguns reclamarem por cada segundo em SP: da cor, do cheiro, do ar… Ri sozinha, por dentro, sentindo o quanto em mim todos esses sentimentos eram inversos… Mesmo a quase 150 km de distância tenho esse mesmo deslumbre pela cidade, o sonho de quem sabe um dia estar por aí, correndo em frente aos carros parados e assistindo filmes bacanas (que definitivamente nunca entram em cartaz em Limeira).

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