meu sonho, então.

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Um pouco antes de eu ir embora naquele dia, a Judite veio me dizer que precisava me ensinar a fazer a canja que tinha aprendido alguns dias atrás. Na primeira vez ela colocou muito arroz, faltou caldo. Mas uma segunda chance foi suficiente para acertar o ponto, a quantidade de grãos e não deixar o frango desfiado com um gosto muito forte. Vou te ensinar, disse a mim. Não me esqueça Judite, disse a ela.

Hoje à tarde, Cecília puxou a cadeira e sentou perto da minha mesa. Preciso te contar uma coincidência, disse. Aquele livro lá, aquele que você leu no apê.ritivos de natal, do valter hugo mãe. Eu estou lendo esse livro. E a parte destacada por você foi a mesma grifada por mim, dias atrás – porque uma amiga perdeu a mãe e esse trecho mostra bem como dói a saudade. Quando eu vi que era esse que você lera, fiquei surpresa, foi muito bom. Puxa! – disse a ela. O que dizer.

E o Jeff me abraçou. Vou sentir saudades, Jeff. E a Marcinha me olhou e balançou a cabeça – pois sentiremos também.  Gostei tanto do seu texto, Marcinha. Ficaria feliz se o Niemeyer fosse o primeiro homem a não morrer. E estávamos os três ali, conversando sobre o tempo, sobre a vida e sobre as saudades. Sobre as passagens. Abracei a Cris, ela encheu os olhos, anotou meu celular. Me liga, Cris. Vamos falando. Tá tudo certo. Ainda bem que a gente sente.

E o Caio me lembrou que aquela conversa que tivemos há um tempo no metrô estava de fato acontecendo. Van, vamos tomar mais um café e falar sobre o que temos falado há tanto tempo. Amiga, querida. Eu não posso comer açúcar mas alguém racha um sonho de valsa comigo? A Mari veio me mostrar o sapato dela. Olha, é parecido com o seu! Vamos tirar uma foto! Parece de princesa. Rubbo querida, eu choro contigo.

A Lyna me avisou que as fotos das flores ficaram lindas. Eu te adoro, Lyna. E esse sorriso, como ficaremos sem ele ? – perguntou roberta. Verinha apertou forte minha mão – que bom que colocaram essas luzes na redação, estamos mesmo precisando. Rosane, a gente aguenta. Obrigada pelo lindo comentário, Mayra. Roman, depois te passo meu e-mail pessoal, a gente fica em contato.

A Larinha ainda não quer tocar nesse assunto. O Nilbberth perguntou quais são meus sonhos. Fique com esse pacote de chá, deve ser gostoso. Marcel querido, se é isso que você está sentindo, vá sim passar o fim de ano no Rio. Kátia, obrigada por esse abraço. Mas o que fazer, se eu me dou bem com as pessoas que estão saindo – disse Felipe. Afinidades à primeira vista, ansiedades compartilhadas, poesias, olhares que sorriem e choram. São pessoas. Que dividem segredos, receitas, falhas, forças e companhia numa cidade grande de uma vida inexplicável.

Meu sonho, então.
Continuar conhecendo um monte delas ao logo de toda a vida.
E continuar conhecendo as mesmas por tantas outras vezes.

Obrigada.

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6 comentários sobre “meu sonho, então.

  1. Se eu me emociono lendo seus textos, de longe, sem ver seu sorriso por perto (ou ouvir sua voz ao telefone a um quilômetro de distância ♥), como tocar no assunto? Ainda não estou preparada. Ou melhor, não estava. Lendo isso, a primeira coisa que vou fazer amanhã é te dar um abraço apertado. Sentirei sua falta, querida Clara.

  2. Clara, e depois de muitos e muitos e muitos anos, o tatu-bolinha perdido entre os vasos da mesa do Caio, vai dizer: eu ainda estou esperando ela voltar…

    Beijos,
    Marcinha

    PS.: Eu te amo

  3. Promete que toma vários cafés comigo ainda nessa vida? O assunto nunca importou. O bom é estar ali juntas. A gente se entende. E eu vou sentir saudades de vc todos os dias. Vou chorar. Mas eu sei que não vai doer porque amizade verdadeira dura várias copas do mundo. :)

    Eu cuido da Larinha. E eu prometo dar uma força para o Felipe.
    beijos, da sua amiga para sempre.
    Van.

  4. Clarinha,
    Só gente sensível percebe como são doces esses pequenos gestos. Gente assim vive mais vezes por segundo. É seu olhar que tem tornado as pessoas especiais. Acho que você encontrará muito mais gente boa pelos caminhos da vida. Obrigado por esse texto.

  5. Clara,
    Não tenho conheço (só através de seus textos), não sei para onde você vai e nem porquê vai.
    Mas me emocionei um monte com suas palavras.
    Até porque, me identifico muito. Eu também tenho o mesmo sonho que você.
    Que sua alma continue sempre criativa para os presentear com crônicas como esta.

  6. Clarinha, que linda! que lindo esse texto! e eu nem sei o que é, mas senti daqui um pouquinho de tudo isso. beijão!

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