o colecionador de orquídeas

Luís tem uma coleção diferente, ele coleciona flores.
Finalizei o vídeo abaixo esta semana. Gostei muito do resultado, compartilho com vocês.

* Cliquem no 360p que está no player e troquem por 720p, assim é possível assistir o vídeo em HD. 

o quê era e não é mais.

Faça uma lista de grandes amigos,
Quem você mais via há dez anos atrás.
Quantos você ainda vê todo dia?
Quantos você já não encontra mais?

Faça uma lista dos sonhos que tinha,
Quantos você desistiu de sonhar?
Quantos amores jurados pra sempre,
Quantos você conseguiu preservar?

Onde você ainda se reconhece?
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora?

Quantos mistérios que você sondava…
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava,
Hoje são bobos ninguém quer saber?

Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?

Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?

(A Lista, sábia música de Oswaldo Montenegro)
Essa doçura de foto é daqui.

o que eu aprendi com melancolia.

Melancolia me deixou mal, muito mal. Eu nem lembro qual foi o último filme que me trouxe uma sensação tão ruim quanto essa. Saí do cinema sem vontade de jantar, com o estômago embrulhado e me arrependendo da decisão tê-lo assistido em um domingo à noite – que se fez perturbado na volta para casa.

No dias seguintes ele não saiu da minha cabeça, ainda penso muito nele e quero entender o por quê. Melancolia é triste. E não triste de chorar, triste de raiva, de impotência. O mundo vai acabar é o que diz o enredo e mesmo que a história seja ficção é fato que ele vai acabar para cada um de nós qualquer dia desses – e nada do que fizermos de surpreendente ou de ruim vai importar. Então qual é?

O fim do filme é tão frustrante porque é o previsível que não queremos ver. E talvez nem precisamos mesmo vê-lo. A morte é demasiadamente amarga que já nos basta encontrá-la apenas uma vez – no dia que isso acontecer com a vida de cada um de nós. O fim de tudo é de tamanha melancolia que nem vale a pena antecipá-lo na ficção, para que soframos antes e duramente sem que nada ainda tenha acontecido.

Isto me deixa ludibriada: esse fim de fé e de vontade de acreditar em desejos que no final das contas serão cinzas. E esse caso – de eu não me entusiasmar com o filme – não se encaixa naqueles em que tampamos os olhos para não vermos a verdade. Eu sei qual é a realidade e você também. Melancolia está certo, é um filme que não conta mentiras. Tudo o que está ali, por mais maluco que pareça, faz sentido. Mas sua desesperança é dispensável em um mundo tão cheio de gente, de lugares e de experiências para acontecer.

Hoje de manhã, pensando melhor, percebi que gostei de alguns momentos do longa. Da primeira parte principalmente, do sorriso da protagonista pelo seu noivo que – mesmo ao se alternar com caídas de profunda infelicidade – ainda se mostrava apaixonada por ele. Ou quando, na beira do fim mundo entre o medo e a solidão, o que restava era apenas a família – e quem quer que seja que você considere parte de sua família – eles sempre serão responsáveis por te deixarem em pé.

Melancolia é uma crua realidade daquilo que é duro de entender. Eu não sei ao certo se aprendi coisas, talvez eu venha reaprendendo com o tempo e esse filme foi mais um encaixe nesse conjunto de peças confusas que, de vez em quando, nos levamos a pensar e repensar.

Uma amiga definiu Melancolia como “uma dor de cabeça bem vinda”. Eu o defino como uma desagradável previsão do futuro que talvez…seja importante existir para levarmos tudo isso aqui com menos peso e mais alegria – mesmo que não hajam razões para isso, saltitando em nossa frente. Se há pessoas queridas que você sorri só de pensar no momento em que irá abracá-las, isso basta. Sermos mais felizes sem exigirmos tanto do mundo e de nós, isso também é suficiente. No meu mundo, pelo menos.

* Um agradecimento especial a Clarisse Braga, que me acompanhou em um ataque de riso durante um intervalo do longa – o que nos fez tomadas por menos melancolia e mais felicidade.

entre cidades.

O senhor acha que alguém pode se apropriar de São Paulo, ela não escapa sempre, com seu gigantismo?

Giles Lapouge: Mesmo sem falar na violência, que agravou o caso do Rio, sempre preferi São Paulo, porque é uma cidade de grande imaginação, de trabalho, de paixões fortes, enquanto o Rio para mim é uma cidade unicamente de sensualidade, de prazeres, de preguiça, de boas tiradas. Eles são engraçados… Tenho a impressão de que o Rio é uma cidade que dorme e adormece as pessoas. Eu me sinto adormecer quando estou no Rio. Evidentemente, há Copacabana, as moças, tudo isso é interessante, mas aquelas moças não me interessam…

* Giles Lapouge é jornalista e escritor, tem 85 anos.
A entrevista com ele foi publicada na revista Carta Capital da última semana e chegou até mim por meio do amigo Moacyr Castro. Obrigada.

a melhor coisa do mundo.

EAT from Rick Mereki on Vimeo.

Três amigos viajam pelo mundo captando tudo o que comem, bebem e experimentam. Recebi este link no meio do trabalho e fiquei tão entusiasmada com o vídeo que não o tirei da cabeça o dia todo. Viajar e registrar toda essa vontade de viver e provar em belas imagens. Tem coisa melhor do que isso?

só de assistir eu já quero ir viajar.

vamos?

* Aumentem a tela na hora de assistir, é melhor. A dica foi dada pelo querido amigo Caio Nunes Cardoso. 

doce margueritte.

Quando meu pai está pelas redondezas, nos enveredamos em filmes que estão longe dos shoppings e cinemas lotados. No último sábado chuvoso e cheio de frio fomos ver Minhas Tardes com Margueritte, em uma sala do Espaço Unibanco lá, na rua Augusta. Eu gosto desse cinema, tem um café simpático e um jardim nos fundos que parece um quintal de casa. A fila estava repleta de velhinhos. Eu até acho que já comentei sobre isso aqui – adoro a terceira idade de São Paulo. Eles são tão participativos das atividades culturais da cidade, que as aproveitam com muito mais entusiasmo do que nós, jovens temporários.

A sala tem espaço para 50 pessoas – mais da metade tinha mais de 60 anos. Com o início do trailer e as luzes semi apagadas, elas papeavam sobre cinema, teatro e o último do Woody Allen. A sessão começou 16h em ponto e com apenas 1 trailer de prévia, trouxe o filme que se mostrou uma feliz surpresa.

Um homem conhecido desde criança pela sua ignorância e dificuldade em aprender. Uma senhora que respira palavras, livros e conhecimento. Juntos, trocam gentilezas, dicionários e se tornam amigos que, mesmo separados por criações diferentes, parecem sido feitos um para o outro.

O filme não é triste mas choramos. Os velhinhos, meu pai, eu e o restante da juventude. Quanta delicadeza. Um humor misturado com o desamor que o ator enfrenta desde criança por parte de sua mãe; a sinceridade de uma senhora que antecipa sem ilusão as limitações que a idade lhe causará e uma troca sem frescura que não pede a opinião de ninguém. A evolução do protagonista e sua vontade de aprender é contado de forma tão sutil, que faz a plateia se apaixonar por ele e se emocionar a cada palavra aprendida e compartilhada.

Eu chorei como há muito tempo não fazia em um filme. O longa traz uma sutileza tão natural que parece mesmo a vida – com as conquistas que nem sempre todo mundo vê e com as chateações e medos que se afogam dentro da gente, sem que ninguém perceba. É uma beleza que permaneceu em todo o meu fim de semana e já traz saudades. Não deixem que este filme saia de cartaz sem que tenham contato com tudo o que ele transmite. Assistam, mesmo.

adeus, pedrosa.

Cheguei ao fim do livro de Inês. Quando olho o que passou, vejo páginas dobradas, grifadas e marcadas com asteriscos que gritam e se destacam para que nenhuma passagem seja perdida. Para a despedida final separei alguns trechos que merecem ser lidos e lembrados por mim e por vocês:

As nossas vidas seriam muito diferentes, se acordássemos para cada dia como se fosse o único. Quantas vezes repetimos: “Temos tempo”? Quantas horas ocupamos a complicar a vida dos outros, em vez de simplificarmos a nossa?

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– Aprende uma coisa, Pedrinho: nenhuma gaja se mata por causa de um homem. Isso só aconteceu numa peça de teatro do Shakespeare. E mesmo assim, por engano.

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Não consigo deixar de estar ao lado de Filipe. Perdoo-lhe tudo, com a convicção íntima de que o perdão é o maior desprezo que se pode oferecer à alguém.

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Mas estou cada vez mais cansada das palavras e das estruturas repetidas. Só devem ler-se as coisas essenciais, mas para as encontrar temos de percorrer quilómetros de páginas acessórias.

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– que se foda o amor que se foda o amor que se foda o amor que se foda o amor que se foda o amor

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Tinham vinte anos. E depois ele voltou para os Estados Unidos, os telefonemas foram espaçando, nenhum deles tinha e-mail. Júlio pedia-lhe que compreendesse que não gostava de escrever. Bárbara pedia-lhe que compreendesse que não gostava de compreender. 

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É assim a eternidade do amor – indiferente à vida e à morte, capaz de sobreviver à pequena cronologia da vida. Capaz, acima de tudo, de fazer da semivida presunçosa em que tantas vezes nos enredamos, uma vida verdadeira, votada à única coisa que interessa – o amor

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Não me canso dela como sempre me cansava das outras. A tese das almas gêmeas é uma fraude, mas é verdade que há uma pequena percentagem de corpos incompatíveis, uma alta percentagem de corpos compatíveis e uma minoria de corpos feitos um para o outros. Quando se tem a sorte de encontrar esse corpo que se funde no nosso como o mar com o horizonte num dia de Verão, isso é felicidade. 

*livro Os Íntimos, de Inês Pedrosa. Tem mais aqui e aqui. 

Carinho

Dizem que terminar um livro é como romper um namoro ou se separar de um ente muito querido. Estou tendo essa sensação ao finalizar Inês Pedrosa. Há tempos não lia algo que fizesse tão bem antes de dormir.

No trecho abaixo, a escritora narra uma história que aconteceu com um de seus personagens, Bárbara – deixada pelo namorado assim sem mais. É imperdível:

O pai deu-lhe um ramo de rosas sem cartão, dizendo que o rapaz lhe deixara as flores antes de ir trabalhar, e que voltaria mais tarde. Não voltou; mandou-lhe uma carta muito curta dizendo que aceitara uma proposta de trabalho irrecusável no Algarve, que continuava a ter muito carinho por ela e que se veriam um dia destes. Carinho. A palavreca chilra que os homens usam como preservativo do amor. Que se foda o carinho. 

* trecho do livro Os Íntimos. 

o jovem Chico


Eu ainda não ouvi as novas músicas do Chico Buarque, mas estou orgulhosa dele. O compositor, amparado pela equipe ou mesmo por conta própria, percebeu que lançar um CD como havia feito em todas as vezes anteriores não causaria ansiedade e repercussão como da forma que, de fato, resolveu fazer. Com a prévia lançada no www.chicobastidores.com.br, ele tem mantido o novo trabalho fervilhando na mídia ao liberar o arquivo de algumas músicas – antes mesmo do lançamento oficial do disco – para quem comprar seu CD antecipadamente.

Li críticas ruins de sua primeira música, Querido Diário, disponibilizada em seu site. Depois, alguns muitos elogios com as últimas divulgadas, como Tipo Baião e Sem Você 2. Composições boas ou médias, ainda assim Chico acertou. O cantor nasceu em outra época, fez sucesso com vinis e hoje tira o melhor proveito que um artista poderia ter da internet. Com isso, repercurte ainda mais seu trabalho e faz dele assunto na boca do povo, por mais tempo.

A mensagem é a mesma, o que muda é o meio. Além de mais virtual, Chico também está mais feliz, mais humor, muito bom humor, vide vídeo acima.

ps : este blog, vocês devem ter percebido, está reformando sua casa. Aos poucos, os tijolos vão sendo assentados. 

O que é tristeza pra você

Essa coisa da tristeza trazer mais inspiração não é de agora. Lembro que uma das vezes que visitei o MOMA, em Nova York, uma amiga me disse que julgava muito tristes algumas das obras ali expostas e não compreendia porque o artistas demonstravam tanta dor.

Não é difícil ler entrevistas em que autores e escritores também se dizem mais inspirados quando tristes, acabados. É de se admirar o poder da tristeza de deixar as coisas bonitas, mesmo quando choram. Eu já citei o projeto abaixo por aqui,  mas aproveito para divulgar outro vídeo feito pela mesma turma que gravou o primeiro postado.
……. 

Tem belas imagens, é triste e muito bonito.

Vamos jantar arte!

Eu gosto tanto de São Paulo que às vezes penso que deveria ter me mudado antes para cá. Há algumas semanas, Bruno Lucatelli me convidou para fazer parte do seu projeto que se arriscaria em uma primeira edição, o Jantartes. Com a proposta de misturar poesia, música e dança em um só lugar e ao mesmo tempo, ele agregou amigos poetas, cantores e artistas para mostrarem o que melhor sabem fazer: arte. Tudo isso em um bar durante um domingo à noite, em São Paulo.

O encontro foi inesquecível. Para quem não foi, reuni algumas imagens em 1 minuto do que rolou por lá:
… 

irrelevância.

Estou lendo um livro da Inês Pedrosa, então é possível que de vez em quando vocês vejam uns trechos aqui e ali. Ela é ótima em descrever sensações, esta aqui abaixo é uma delícia de ler.

*Os Íntimos. Pensamentos de Afonso, um dos personagens:

Não sei porquê, de repente senti que havia ali um clima. Éramos amigos há anos, e nunca se tinha passado nada. Naquela noite olhei pra ela de outra maneira. Subimos aos nossos respectivos quartos e eu telefonei-lhe, perguntei-lhe se podia ir ter com ela ao quarto. Ela respondeu-me: “Já bebeste demais. Não.” E a coisa teria ficado por ali, se não fosse um pequeno comentário dela, na manhã seguinte, quando nos cruzamos ao pequeno-almoço. Disse-me: “Olha, eu ontem disse-te que não porque de facto tinhas bebido muito. Mas não fiquei zangada contigo”. De modo que, nessa noite, só bebi água. Ao fim da noite fui dizer-lhe isso. E ela disse-me que subisse ao quarto dela. A verdade é que, se não fosse aquela pequena frase, eu nunca mais teria me aproximado dela com intenções sexuais, e a história teria terminado antes de começar. As nossas vidas decidiram-se naquela frase irrelevante. 

E quem é que nunca teve um momento da vida resolvido em uma frase irrelevante?

*Essa foto do Louis Garrel pensativo, que cabe muito bem com o texto, é daqui.

mais.

Ontem de manhã quando acordei
Olhei a vida e me espantei
Eu tenho mais de 20 anos.

E eu tenho mais de mil perguntas sem respostas
Estou ligada num futuro blue.

Essa calma que inventei, bem sei
Custou as contas que contei
Eu tenho mais de 20 anos.

E eu quero as cores e os colirios
Meus delírios
Estou ligada num futuro blue.

(20 Anos Blues – sábia música de Vitor Martins e Sueli Costa, interpretada pela querida Elis Regina)

A foto é daqui

repetida.

Tudo se repete. A vida dura cada vez mais tempo, as coisas repetem-se, matemáticas. Quanto mais evidente se torna a repetição, maior se torna a aceleração. A repetição torna-se epidemia, a epidemia instala o pânico e a velocidade. Mais do mesmo, cada vez mais depressa. Sobram-nos as pequenas coisas. Se as pudermos agarrar. Se nos concentrarmos nisso ao ponto de encontrarmos um domicílio fixo para elas. As coisas de quem ninguém fala, as coisas sem valor.

Inês Pedrosa, escritora portuguesa, no livro Os Íntimos.

*a foto é daqui.

 

só joão.

Wonderful, marvelous
You should care for me!
Awfully nice, it’s paradise,
How I long to be.
You make my life so glamorous,
You can’t blame me for feeling amorous!
Wonderful, marvelous,
That you should care for me!

joão.gilberto

mulheres.

A mulher parece envelhecer mais rápido que o homem. Isso acontece?

A aparência é cruel. Homens ficam lindos quando envelhecem. As mulheres só ficam velhas.
Isso faz sentido na evolução: as mulheres valorizam nos homens a responsabilidade, a dedicação à família, características que vêm com a idade. Nos homens elas ficam cada vez mais intensas e aparentes, então ficam lindos grisalhos. Já a mulher quando fica grisalha, só fica velha.

Suzana Herculano – Houzel , neurocientista, para a revista TPM, de abril / 2011.

Essa foto linda é do Jamie Beck. 

O que acontece quando o coração apenas para?

Eu já tinha falado do Glen Hansard em um antigo post, e nunca me canso dele.
Esses dias um amigo me disse que, um dia, ele ainda ficará sem voz de tanta entrega ao cantar, e pela tamanha emoção que coloca nos seus gritos desesperados.
E ainda me perguntam porque ele é meu cantor favorito, invencível. O fato é que esse irlandês sabe dizer exatamente o que acontece, quando o coração simplesmente se esgota.

E então, o que acontece quando o coração apenas para?
Para de se importar com qualquer pessoa,
O buraco em seu peito se seca,
E você para de acreditar.

E então, o que acontece quando o coração desiste?
Mas o corpo continua vivo,
O sangue começa a correr devagar até parar,
E então corre de novo.

mexericas

Eu gosto tanto de saber que um único cheio pode levar para outro mundo.

Hoje à tarde deliciei-me aos descascar mexericas. Apenas o momento de tirar sua pele laranja com as mãos, fui para Araçatuba. Lembrei-me de meu pai indo até a sala de tv, com as frutas em uma grande bacia, e da minha mãe gritando da cozinha, para saber se eu preciso de mais algumas delas.

Cheirosas, macias, tão cheias de lembranças, me fazem viajar por mais 500 km.

mal resolvido

Conversa na recepção: Conversa vai, conversa vem, digo que sou psicanalista. A moça entra em pânico, temerosa de que eu tivesse poderes para ver sua alma. “Eu já fiz terapia”, ela disse. “Mas agora estou resolvida”. Pergunto: “Quando se deu o óbito?”. Ela me olha sem entender. Óbito? Explico: as únicas pessoas resolvidas que eu conheço estão no cemitério.

Rubem Alves, na crônica “Psicanálise”.

A foto é daqui.