O comer e beber é mais do que um cafézinho


Era um dia em que eu estava no papel de personagem, e não de jornalista. Eu acabara de conhecer o repórter e, com uma câmera, ele me entrevistou sobre uma peça de teatro no Sesc Belenzinho. Gravamos uma parte do bate-papo e no intervalo ele disse: “te pago um café”. Sentei uma das mesinhas simpáticas do terraço e então ele voltou com os nossos cafés, um pedaço de bolo e dois garfos. Eu não pedi bolo. Mas ainda assim ele sugeriu que dividíssemos durante a prosa. Eu gosto disso. De não frescura. De dividir pedaço de bolo com quem acabei de conhecer. Provei o doce, ele tomou o café e estendemos um papo sobre equipamento audiovisual e outras coisas. Foi bom.

O dia acabou e um amigo ligou: “vem comer pastel e tomar cerveja aqui em casa?”. Nunca tinha ido comer pastel na casa de alguém durante meus 8 anos de São Paulo. Vamos. Estava tarde, e o carro do repórter ali de cima me deu uma carona. Cheguei e lá estavam 4 amigos. Um deles terminava de fazer o pastel na mesa e fechar os cantinhos da massa com catupiry, que teimava em sair. Dividimos as latinhas, bebemos e fritamos uns 15 deles. Em poucos minutos ficaram prontos para que todos juntos nos arrumássemos em banquinhos e cadeiras para, em torno de uma mesa, falarmos sobre demissões, voltas, partidas, mudanças de emprego e vida em são paulo. O ato de colocar pimenta a cada mordida, saborear devagar, abrir o paladar para as sensações e conversas…foi um ótimo fim de sábado.

E é nisso que eu insisto. As coisas não são separadas. Conversar sem comer ou beber é possível? Sim, é. Mas não com as mesmas sensações. Comer e beber sem conversar, pode? Claro. Mas é menos prazeroso e mais mecânico. Eu gosto deste vídeo que fizemos acima porque eu sinto algo e sei que este momento se repete em minha vida todos os dias – em encontros ao acaso, nos restaurantes com amigos, aqui em casa com a minha irmã ou no boteco da esquina. Eu falo, gesticulo, penso e provo vinhos, água, cerveja, pastéis, pizzas e bolinhos caseiros feitos com amor. Nunca é só um cafézinho.

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o que eu sinto quando tenho o apê.ritivos

Puxa, essa é uma fase muito feliz que – tenho certeza – vou lembrar com muito carinho por toda a minha vida. A revista TPM fez uma entrevista muito bacana comigo e com o Gabriel sobre o apê.ritivos. Na condição de jornalista, eu sempre achei esquisito essa coisa de dar entrevistas. Mas nesse caso não foi entrevista, foi bate-papo, conversa, bom demais. Obrigada. Fiquei emocionada com o resultado e essa pergunta resumiu bem o nosso frescor desta época:

O que mudou na vida de vocês depois da estreia do programa?
Gabriel: Mudou muita coisa. Primeiro as pessoas que estão perto da gente, os amigos sempre vêm comentar com a gente, pessoas que não conhecemos! Fui a festa da Clara e foi como se todos os amigos dela também fossem meus amigos.
Clara: Foi como respirar novamente. Eu tenho minha rotina no meu trabalho e depois do primeiro programa as pessoas foram tão receptivas e amorosas que isso acabou criando uma nova alegria na minha vida. Eu e o Gabi sempre quisemos ter um projeto pessoal. E muitas pessoas também têm essa vontade. Então tem gente que começou a chegar até nós por causa disso. No começo achei que seria difícil mostrar a minha casa. Mas nós estamos levando de uma forma tão leve que tem sido um prazer. A gente queria ser feliz com esse projeto. O apê.ritivos foi pensado assim. O programa não é pra ser estressante. O que está dando pra fazer é uma vez por mês e a gente está mantendo assim pra fazer com qualidade, tranquilo.

No meio de tanta alegria, gravamos este vídeo essa semana apenas para brincarmos, cantarmos, transbordarmos a nossa satisfação de no meio de tantas dúvidas, sonhos, frustações e medos – nossos e de todo mundo – estarmos fazendo algo que de fato nos tira o ar e nos transforma na versão mais sincera de nós mesmos. Obrigada, mesmo.

apê.ritivos – episódio 4


Qual é a sensação de se fazer algo com um amor incondicional? Que te faz pensar: ” é  isso! sinceramente é isso”. Isso é o que o apê.ritivos faz comigo – é essa sensação, uma história com comidinhas, conversas e música que se transforma em uma poesia visual que nos faz querer vivenciar isso o dia todo.

É uma paz de saber que pessoas estão sendo tocadas, sensibilizadas e que isso será eterno, ficará para sempre como um projeto de dois amigos que começaram isso tudo com a intenção de serem felizes e de fazerem com que outras pessoas sentissem o mesmo.

Sério! Puxa!
Obrigada a vocês que compartilharam esse episódio com os amigos e que não só fizerem isso como deixaram mensagens no facebook, twitter e email dizendo que se sentiram entusiasmados e fazendo parte da nossa história. Obrigada a vocês que mostraram aos seus familiares, namorados, primos, para a pessoa da cadeira ao lado. Que assistiram juntos com os colegas do trabalho no mesmo computador. O apê não teria graça se não fosse o que vocês proporcionam a cada episódio divulgado.

A gente faz daqui, vocês potencializam daí.
É tudo muito emocionante e sou grata por isso, obrigada.

estou emocionada.

Uma amiga querida, Manuela, disse-me esses dias que eu e o Gabriel somos muito corajosos em abrir a casa e o coração para contarmos uma história. esta foi a definição mais bonita que deram ao apê.ritivos, nosso novo projeto.

estou tão emocionada. feliz. Mais de 800 pessoas compartilharam o link do primeiro episódio no facebook e outras tantas mandaram palavras de beleza, conforto e emoção.

obrigada. estamos no comecinho e receber tantos abraços como esses é o mais reconfortante retorno que poderíamos esperar. me sinto cheia de amor com os pitacos, sugestões e com a forma como cada um experimenta o programa e tem vontade de estar ali com a gente.

vocês estão e estarão em todos.

obrigada ao Flávio Rocha e ao Rogério Assis pelas imagens tão lindas. obrigada ao Roman Lindemann por fazer mágica ao ajudar na conversão dos arquivos de vídeo. obrigada a Letícia Pires que, como ninguém, captou a sensibilidade do projeto e criou a arte para o logo e descrição. obrigada a vocês amigos que todos os dias tem repassado o apê.ritivos para os familiares, amigos e tantos outros que replicam a nossa vontade de juntar saudade, conversa, receitas e um apartamento.

estou (profundamente) emocionada. obrigada.