Copa do Mundo

Copa do Mundo lá em casa era regada a pinhão e a jogo de peteca verde e amarela na rua.

A TV não era LCD, de plasma ou plana. Era de botão.

Ao lado da sala, um jardim de inverno trazia o friozinho do mês de junho que já aconchegava Araçatuba. Meu pai comentava o campeonato enquanto eu decorava os nomes do jogadores. Mamãe trazia pipoca, guaraná e alguns palpites. Minhas irmãs ajudavam com as cornetas.

Galvão já era polêmico, mas não recebia vaias no twitter. Bebeto era bom, Romário era o cara, Dunga não era treinador e África do Sul sequer sonhava com Copa.

Meu cachorro latia no quintal com os barulhos dos fogos e a graça era alternar a Globo com a Bandeirantes só para ver qual emissora dava mais sorte.

Em dia de vitória, saíamos de carro com bandeirinhas para fora e nos juntávamos a todos na principal avenida na cidade. Em caso de derrota, peteca na rua e mais uma rodada de pinhão até escurecer.