so fresh

Um brinde pela vida de agora.
Não pelo o que houve e nem por aquele dia de um futuro ano, em que tudo irá acontecer.

As melhores pessoas, a sutileza no alcançar, essa preocupação que logo passa.
Esse jeito de falar que acalma o coração.

Um champagne doce e gelado pela fase atual.
Por aquela ajuda sempre à disposição, pelos que estão tão perto, pelos os meus pensamentos de todos os dias.

Um carinho cheio de abraço por nós. Por tudo isso que estamos passando, essa alegria, esse permitir que só tem ida. Pela minha leveza, pelo melhor que sou com vocês. Pela saudade que sentiremos de tudo isso, o nosso melhor momento.

Um barulho de copos por valorizarmos tanto as ações de hoje.
O almoço que está uma delícia e este café preto que não tem igual.
E o nosso tão particular que eu nem quero pensar se vai acabar. Não há tempo para isso.

Pela felicidade desta manhã e deste caminhar que eu ainda ouço o bater do calcanhar.

Por você e por mim, que estamos tão bem hoje, cheers!
A melhor rodada não é a próxima, é sempre esta.

Essa Marilyn assustada, mas cheia de vida é daqui

acorda

“O jovem é alegre, mas muito ansioso, não só porque teme não aproveitar o tempo mas também porque não admite a morte tanto quanto uma pessoa mais velha.

Eu tinha muito medo da morte. Quando garoto, achava o tempo todo que ia morrer. Se entrava num avião, achava que ele cairia. Sentia uma dor no joelho e achava que tinha um câncer terminal. Era um pânico permanente de que eu pudesse ser destruído. Agora, mais velho, não tenho isso. Perdi o medo de avião, por exemplo. Parece que a gente passa a acreditar mais na morte.

Quando somos novos, é quase inacreditável que vamos morrer. Na velhice, temos a noção de que é assim mesmo. A gente pensa:  se a morte não chegou ainda, o negócio é aproveitar o momento que se está vivendo”.

Caetano Veloso, em entrevista para a edição de fevereiro da revista BRAVO!

*a foto é de leonália.